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sexta-feira, 13 de abril de 2018

Dois meses sem oposição é muito tempo

O início de Rui Rio na liderança do PSD prometia ser entusiasmante. As primeiras aparições logo a seguir ao Congresso representavam um sinal de vivacidade e vontade de mudança imediata relativamente ao passado. No entanto, o líder social-democrata preferiu arrumar a casa em primeiro lugar, em vez de marcar posição face ao governo.

A ideia de Rio para o novo PSD é interessante e promete uma viragem para o exterior, embora haja a certeza que o executivo vai ser condicionado em várias áreas. Os governos-sombras não são uma novidade, mas a estrutura apresentada nesta semana promete ser mais do que mera oposição. O objectivo também passa por envolver debates junto da sociedade civil. 

Apesar das últimas medidas serem positivas, o primeiro-ministro António Costa continua a gozar um período de acalmia inexplicável dois meses depois dos congressos do PSD e CDS. Em véspera de eleições exigia-se mais acção política dos dois aspirantes a chefiar o governo. No caso de Rio, tinha de marcar a agenda depois do congresso, o que ainda não aconteceu. O tempo do líder social-democrata é diferente do de Assunção Cristas.

Caso o PS chegue ao congresso com as sondagens em alta, será uma excelente oportunidade para unir o partido em torno da figura de António Costa. A oposição não está com força suficiente para contrariar os excelentes números económicos e as campanhas políticas como a recente limpeza das matas, em que os membros do governo deram dois passos à frente, enquanto a oposição ficou em casa nas habituais críticas que os eleitores cada vez mais detestam. 

Parece que os dirigentes sociais-democratas perderam vontade em disputar as legislativas.

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