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quinta-feira, 26 de abril de 2018

Acordo nuclear iraniano continua a dividir a União Europeia e os Estados Unidos

O recente encontro entre Trump e Macron pode representar um bom sinal para as relações entre a Europa e os Estados Unidos. Na próxima semana, a viagem de Angela Merkel a Washington também significa um passo importante no reforço das mesmas. 

Os dois presidentes enviaram mensagens diferentes, com excepção do problema nuclear iraniano, o que causa perplexidade tendo em conta que a cimeira serve para encontrar pontos comuns entre os países. O chefe de Estado francês voltou a tocar na tecla dos perigos do populismo no Velho Continente. Por seu lado, Trump enviou mais um sinal negativo relativamente ao acordo nuclear iraniano. 

A cortesia de Macron em oferecer uma nova proposta ao Irão só tem efeitos durante a visita a Washington. Talvez Merkel tenha a mesma gentileza de mostrar que está ao lado dos norte-americanos, mas dificilmente haverá cedências. A rejeição de Teerão às novas condições impedem os países europeus de mudarem de posição.

Os países europeus jamais se irão colocar numa posição de aceitar apenas os interesses norte-americanos porque é o que está em causa a partir do momento em que Trump decide efectuar alterações.

Na minha opinião, os Estados Unidos estão sozinhos na luta contra a manutenção do acordo e na tentativa de isolar o Irão no plano internacional por causa das ligações ao terrorismo. Após as visitas de Estado, a União Europeia e os Estados Unidos caminharão novamente sozinhos, já que, neste assunto, o Reino Unido também se coloca ao lado dos parceiros europeus.

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