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segunda-feira, 23 de abril de 2018

A caminho de um bloco central com a benção de Marcelo

Os recentes acordos entre o PSD e o PS confirmam os receios daqueles que não pretendem um governo de bloco central, seja nos sociais-democratas ou nos socialistas. 

A possibilidade de Costa e Rio andarem lado a lado nos próximos anos aumentou bastante, sobretudo depois do primeiro acto de entendimento. 

O PS pode pedir a maioria absoluta colocando-se mais ao centro, mas vai concorrer com o novo PSD. Os dois partidos irão disputar o mesmo eleitorado, acabando por criar uma fragmentação, embora seja provável que os socialistas ganhem mais pontos. Perante o cenário, dificilmente haverá maioria absoluta suficiente para governar sozinho, pelo que, será preciso arranjar um parceiro. Os militantes socialistas não se importam com quem efectuam acordos, desde que se mantenham no poder.

A experiência da geringonça tem os dias contados por causa do PCP, que não aceita a nova posição ideológica dos socialistas, além de recear perder mais votos. Os bloquistas estarão com o PS nalgumas matérias, mas sempre com críticas pelo meio.

O PSD também não fará parte do executivo, embora adopte uma postura mais conciliadora e participante, colocando no eventual governo socialista todas as responsabilidades da má governação. 

A vontade de contribuir para o interesse nacional será a única forma de Rui Rio conseguir manter o eleitorado durante a próxima legislatura, para ambicionar chegar ao poder em 2023. O líder social-democrata já percebeu que tem de abrir mão das exigências dos militantes e contornar as consequências de um apaziguamento contra o executivo. Qualquer acção de má fé contra os socialistas será aproveitada pelos outros partidos para se aproximarem, por causa da capacidade camaleónica de António Costa.

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