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sexta-feira, 6 de abril de 2018

A amnistia que nunca vai chegar

O pedido de diálogo às autoridades espanholas por parte de Carles Puigdemont depois de ter sido libertado na Alemanha não será aceite pelo executivo. 

O novo apelo para se encontrar uma solução política na crise da Catalunha visa ganhar mais tempo para a causa independentista. Neste momento, os defensores da independência falam a várias vozes dentro e fora da região, embora todos divulguem a mesma mensagem.

O problema é que o executivo liderado por Mariano Rajoy conseguiu uma boa desculpa para não se sentar à mesa com os representantes, seja Puigdemont, Jordi Turull ou outro. A vitória do Ciudadanos nas últimas eleições regionais deram espaço de manobra ao primeiro-ministro porque pode invocar falta de legitimidade dos interlocutores que não foram escolhidos pelos eleitores. O próprio Rajoy também sentiu dificuldades em formar governo, mesmo tendo vencido as eleições legislativas em Espanha, mas sem conquistar maioria absoluta. 

A única maneira dos independentistas conseguirem alguma cedência será mudarem os rostos da luta. Contudo, os actuais responsáveis vão continuar a liderar a causa porque pretendem terminar aquilo que iniciaram há bastante tempo, além de conquistarem pequenas vitórias que permitem manter a chama acesa, mesmo com alguns dirigentes no exílio e outros presos.

As pessoas que dividiram a Catalunha no plano político e social dificilmente aceitam sair para ser possível dialogar com Madrid.

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