sexta-feira, 16 de março de 2018

Uma abordagem mais dura na política externa

O despedimento de Rex Tillerson como Secretário de Estado norte-americano já se adivinhava tendo em conta os magníficos tweets de Donald Trump. O papel do antigo empresário também não teve grande impacto, já que, até agora não houve grandes novidades em termos de política externa.

A substituição do chefe diplomático significa mais intervenção por parte do presidente na acção externa. As intenções reveladas no primeiro ano de mandato deverão ser concretizadas sob o comando de Mike Pompeo. Isto é, a resposta dura terá consequências brevemente, começando com a reunião histórica com o líder norte-coreano e o acordo nuclear iraniano.

No primeiro caso parece existir uma aproximação, mas duvido que Trump coloque os Estados Unidos numa posição subalterna de recuo face às exigências de Pyongyang. A força norte-americana sairá sempre por cima, pelo menos aparentemente. 

Na crise com o Irão vai-se assistir a uma ruptura também para mostrar força política. 

As palavras deixarão de ser a imagem de marca da política externa de Trump, sobretudo pelas redes sociais, passando aos actos. Os Estados Unidos criaram um vazio e incerteza que necessitam de esclarecimento rapidamente. 

Tendo em conta que, na primeira abordagem Trump mostrou dureza, não acredito que volte atrás, sobretudo depois de ter mandado embora uma pessoa que tinha posições mais diplomáticas.

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