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segunda-feira, 19 de março de 2018

Rio perdeu uma batalha importante

A demissão de Feliciano Barreiras Duarte como secretário-geral do PSD é um embaraço político para o novo líder.

Neste caso, Rui Rio ficou claramente a perder porque mostrou fragilidade em duas ocasiões. Em primeiro não apagou rapidamente o fogo, como sucedeu no caso de Elina Fraga. Em segundo acaba por ficar sem o braço direito apenas um mês desde a tomada de posse e de juras de fidelidade dos militantes do partido. 

A oposição interna encabeçada por Luís Montenegro ganhou um enorme motivo para contestar já a actual direcção, sem dar oportunidade de concorrer às eleições legislativas.

A continuidade do anterior secretário-geral dependia da rápida acção de Rui Rio, como aconteceu na crise com Elina Fraga. A intervenção do líder permitiu que hoje já não se fale em problemas com a antiga bastonária. 

A posição de Rio é ingrata porque se ficar calado perante os ataques vai fragilizar os membros mais importantes, mas também não pode dar "cavaco" a todas as notícias que saem na comunicação social. Vai ser complicado gerir a oposição interna que se mexe muito bem nos media portugueses. 

As intenções iniciais pareciam ser boas, sobretudo na força à resposta aos problemas que surgiram. Contudo, a saída do secretário-geral prova que o actual líder não é à prova de bala.

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