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quinta-feira, 29 de março de 2018

Portugal continua neutral e diplomático

O governo português conseguiu iniciar uma discussão sobre a importância de expulsar diplomatas russos do país como forma de retaliação pelos recentes acontecimentos no Reino Unido e nos Estados Unidos. 

A tarefa em mãos não é fácil porque também é necessário ter em conta os eventuais problemas futuros que decorrem de uma atitude que parece ter pouca relevância, mas possui grande significado. A saída de diplomatas enfraquece a influência de cada país noutro território, embora não seja um corte total de relações. 

A postura portuguesa face aos conflitos diplomáticos tem sido quase sempre a mesma. Desde a ausência da Segunda guerra mundial, muito bem trabalhada até aos dias hoje, sendo que, a organização da Cimeira das Lajes como ponto de partida para a Guerra no Iraque tenha sido a excepção na neutralidade.

Acredito que Portugal possa ser um bom intermediário sempre que seja preciso colocar todos os intervenientes na mesa, apesar da França e Alemanha serem clientes habituais das reuniões com Putin. Pelo contrário, não penso que os nossos aliados ingleses esqueçam a atitude de Lisboa. Nesta questão será muito complicado ter uma posição incerta porque tem de haver castigos contra Moscovo, sob pena de se verificarem acções semelhantes. No fundo, o Ocidente está obrigar a Rússia a parar com determinadas ilegalidades. 

Portugal pode ter ganho boa imagem no leste, embora não seja muito importante porque existem poucos portugueses naquelas bandas, mas colocou-se numa posição de isolamento face aos melhores amigos, em vez de mostrar que também tinha capacidade de parar as acções russas.

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