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terça-feira, 20 de março de 2018

O mundo contra Putin

A reeleição de Vladimir Putin à frente dos destinos da Rússia fica manchada por sucessivos acontecimentos de interferência em assuntos externos, nomeadamente no Reino Unido e nos Estados Unidos. 

Os casos em questão são dificilmente perdoáveis, mesmo estando em causa a segurança mundial. Não acredito que haja uma guerra mundial, mas os interesses de cada parte em várias zonas do globo vão entrar em conflito por causa da morte de um espião britânico em pleno território nacional e devido ao envolvimento de Moscovo nas eleições presidenciais 2016. 

Em nenhuma das situações será possível desculpar Moscovo, mesmo estando Donald Trump à frente da Casa Branca. 

Apesar das duas grandes potências terem sido alvos de ataques, não deverá existir cooperação porque se tratam de questões complexas, embora com um inimigo comum. No caso britânico, a imposição de sanções e o corte de relações bilaterais será o mais provável, além da natural saída de diplomatas nos dois países. O problema norte-americano tem de ser resolvido com bastante cuidado para não envolver o nome do presidente, abrindo um processo de impeachment. 

Duvido que a administração norte-americana tenha uma reacção contra Moscovo por causa do envolvimento no último acto eleitoral. Não só porque Trump pode ter sido metido ao barulho, mas devido à tentativa do actual presidente acalmar as hostilidades entre os dois países iniciada no mandato de Barack Obama. 

As diferentes respostas não impedem que a Rússia volte a ter má publicidade, sobretudo numa altura em que o presidente Putin se vangloriava por mais uma conquista eleitoral bastante fácil.

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