Etiquetas

terça-feira, 27 de março de 2018

O jogo dos espiões

A expulsão de diplomatas russos em vários países europeus foi a única solução encontrada para enfrentar Moscovo. 

A guerra diplomática está ao rubro entre as duas partes, embora seja possível que se reestabeleçam as vias de comunicação no curto prazo, como acontece nos Estados Unidos em que a saída de 60 pessoas não impede que Donald Trump tenha vontade de se encontrar com Putin. 

Os europeus mostraram uma posição de força e solidariedade com o Reino Unido. Numa altura em que os britânicos se preparam para sair da União Europeia foi importante a demonstração de compreensão com o que se passou em Salisbury. Londres vai sair da união política, mas manter-se-à na comunidade europeia. 

A resposta da Rússia deve ser realizada na mesma moeda porque não existe possibilidade de ir mais longe. Os europeus já estão avisados dos perigos cometidos por Vladimir Putin, pelo que, não se devem deixar surpreender. 

Curiosamente, nenhuma entidade cortou laços com o suposto inimigo. O corte de relações diplomáticas, consubstanciado com o encerramento de qualquer Embaixada é o passo mais radical. Apesar das divergências, problemas e constantes suspeitas nunca se deu um passo em frente. 

O Ocidente e Moscovo continuam a protagonizar um jogo de espiões, semelhante ao que aconteceu na guerra fria entre Estados Unidos e a Rússia. Os serviços secretos russos ainda possuem bastantes agentes em vários países ocidentais para alcançarem niveís militares, económicos e políticos semelhantes à Europa e EUA.

Sem comentários:

Share Button