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segunda-feira, 26 de março de 2018

O fim do independentismo catalão

A detenção de Carles Puidgemont coloca um ponto final nas aspirações dos independentistas conseguirem arranjar um líder para chefiar o executivo. Todos os rostos que poderiam ser uma solução, após o resultado eleitoral de 21 de Dezembro do ano passado passaram à história, sobretudo devido a problemas ligados à justiça. 

O governo central que comanda as autoridades judiciais espanholas não cedeu qualquer milímetro nas intenções de dar o benefício da dúvida aos dirigentes catalães. Por outro lado, não houve sinal de que a agitação iria terminar na Catalunha. 

Tendo em conta que não se conseguiu encontrar o diálogo, só a força iria impedir o avanço de qualquer um dos lados. Madrid colocou os dirigentes catalães na prisão, embora possa vir a perder o poder central. Contudo, nessa altura a ordem já estará reestabelecida na região. 

O cenário de novas eleições favorece os partidos unionistas, particularmente o Ciudadanos que se mantém coerente nas decisões, estando em condições de aumentar a votação.

Os rostos principais da causa independentista foram afastados, pelo que, será difícil encontrar substitutos com o mesmo carisma, determinação e capacidade de sacríficio para continuar a lutar. A revolta da população está relacionada com a detenção de figuras que tinham todos os elementos para concretizar a independência. A fuga de Puigdemont só foi aceite porque se tratou de um acto com vista à manutenção do sonho de famílias inteiras.

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