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quinta-feira, 15 de março de 2018

A ilusão de Cristas

O esforço mediático de Assunção Cristas em colocar o CDS como um partido de poder tem sido notável. A mensagem positiva passou para o público capaz de escolher os centristas porque o PS governa mal e ninguém se entende no PSD. 

A fórmula de sucesso obtida nas autárquicas em Lisboa será repetida no país, mesmo com adversário mais capazes como António Costa e Rui Rio, e mesmo Catarina Martins que tem qualidades políticas superiores à líder centrista. 

A liderança de Cristas tem se preocupado sobretudo com o plano mediático, em aparecer na comunicação social fingindo que conquistou um espaço no eleitorado português suficiente para chefiar o executivo. As sondagens não colocam um entrave às ambições dos centristas em se afirmarem finalmente como um partido grande, o que nunca aconteceu com Paulo Portas. 

Os motivos para a liderança acreditar num bom resultado passam sobretudo pelo mal dos outros e não por qualquer novidade política. Cristas é uma figura fraca sem carisma que não cumpriu na promessa de abrir o partido à sociedade, mantendo os vícios da longa ditadura de Portas. Os bons resultados em Lisboa deveram-se ao demérito do adversário, como se costuma dizer na gíria futebolística. 

Ninguém pode tirar ambição a um líder, sendo que, isso acaba por ser um aspecto positivo. No entanto, existem poucas razões politicas depositar um voto no CDS.

1 comentário:

João Menéres disse...

É determinada e irradia simpatia.
São factores importantes, embora a escalada desejada seja muito íngreme.
Não são visíveis anti-corpos e a sua vontade é firme e compreensível.

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