Etiquetas

quarta-feira, 28 de março de 2018

A cooperação partidária durou pouco tempo

A recusa de António Costa em efectuar um bloco central e a disponibilidade de Rui Rio chumbar o próximo orçamento de Estado são os primeiros sinais de ruptura da cooperação partidária prometida no último mês e meio.

Após o Congresso social-democrata os dois líderes partidários mostraram boa vontade e disponibilidade para cooperação, mas parece que o estado de empatia chegou ao fim. Rui Rio também se mostrou contra o bloco central, embora tivesse dado uma mão ao PS para os eleitores perceberem que tinha começado um novo ciclo político. 

A postura do secretário-geral socialista indica que vai fechar a porta ao diálogo no próximo ano e meio em que o mais importante passa por tentar conquistar a maioria absoluta. Não acredito que os socialistas deitem fora a oportunidade de recuperar o poder total, pelo que, precisam de fazer uma campanha dura. 

No consulado de Passos Coelho, a estratégia do executivo passava por culpar o maior partido da oposição de recusar o diálogo. Nos próximos meses, a prioridade será tornar o PS numa máquina vencedora, colocando Rui Rio numa situação inferior no plano político. 

A vantagem socialista pode estar na circunstância de culpar o PSD por eventuais mudanças de comportamento do principal adversário. Ou seja, Costa não tem que aceitar os pedidos de cooperação das restantes bancadas por causa dos bons resultados da governação, mas os outros precisam de mostrar que estão abertos ao diálogo sob pena de serem atacados politicamente, nomeadamente na campanha eleitoral.

Sem comentários:

Share Button