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quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Uma nova atitude contra o rigor orçamental

Os candidatos à liderança do PSD jogam uma cartada forte na última semana de campanha, havendo um debate que não deverá acrescentar nada relativamente à convicção dos militantes. A conversa dos concorrentes com as bases acaba por ser mais esclarecedora que as entrevistas e os debates, que servem apenas para mostrar as ideias aos eleitores em geral. 

O passado de Santana Lopes como primeiro-ministro tem sido bastante escrutinado, mais pelos comentadores do que por parte de Rui Rio, que perdeu uma excelente oportunidade de colocar o adversário a admitir que falhou. Apesar dos mau exercício das funções em 2004, nota-se uma vontade de fazer algo novo e de mobilizar as pessoas à volta de um projecto. As pessoas estão fartas dos representantes que se escondem atrás de uma secretária a fazerem contas de cabeça para equilibrar o orçamento.

O tempo em que o primeiro-ministro ou Presidente da República ganhava eleições porque tem as contas equilibradas terminou porque as pessoas pretendem uma palavra de ânimo, de esperança e motivação. As boas notícias são importantes, mas não substituem os afectos, sobretudo numa altura em que existe cada vez mais incerteza. 

Por estas razões, Santana Lopes pode estar vantagem sobre Rui Rio nos militantes sociais-democratas, apesar do país optar nas sondagens pelo antigo presidente da Câmara Municipal do Porto. O discurso nesta campanha não sai das opções económicas e da redução défice, semelhante às propostas do governo. 

A nova postura do ex-presidente da Câmara Municipal de Lisboa parece ser mais contagiante e inovadora porque o país necessita de alguém que aponte caminhos. Rio caiu no mesmo erro do governo, que ficou à espera de resolver os problemas sociais apenas e só com os bons números económicos. 

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