terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Reformar em primeiro lugar o PSD

O novo presidente social-democrata promete uma razia em termos de nomes para os cargos mais importantes do partido.

O congresso será o principal palco para o anúncio de inúmeras mudanças que se avizinham, sobretudo na tentativa de encostar os passistas e os santanistas que ainda resistem.

Na campanha eleitoral, notou-se que Rio estava agastado com o grupinho de pessoas que lançou novamente Santana Lopes na corrida à liderança do PSD. Não são apenas pessoas ligadas a Passos Coelho, mas também outros que não gostam do discurso contra Lisboa do actual líder.

O segundo grupo que precisa de ser afastado é a liderança da bancada parlamentar onde Luis Montenegro e Hugo Soares fizeram oposição no parlamento nos últimos dois anos. O primeiro bem melhor que o segundo, embora seja com Soares que Rui Rio tem de se preocupar. Não faz sentido o líder parlamentar pedir a demissão no dia a seguir à eleição do antigo autarca porque revela fraqueza política. Contudo, pode estar em vias de acontecer o primeiro problema do líder.

Rio só iria criar um problema antes do Congresso caso alterasse a bancada parlamentar sem ter apoio efectivo, mesmo fora da direcção. Neste momento, o objectivo passa por construir e não destruir, mas dificilmente irá acontecer. A falta de qualidade de bons parlamentares é um dos problemas do PSD, que tem de enfrentar um primeiro-ministro com experiência. A boa retórica de Hugo Soares não é suficiente para derrotar António Costa. 

A escolha imediata também não pode recair num apoiante, como António Leitão Amaro. Apesar de ter sido eleito há uma semana, Rio já tem um problema na resolução de uma liderança segura e leal no parlamento.

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