Os próximos dias deverão definir o futuro governo da Catalunha, sendo que, dificilmente Inés Arrimadas consegue o apoio dos socialistas para liderar o executivo. Nem vale a pena somar os poucos deputados conquistados pelo PP.
Os independentistas vão voltar a tomar conta da Generalitat, embora sem a presença física de Puigdemont, mas com um rosto que deverá executar ordens directamente de Bruxelas.
O resultado eleitoral de dia 21 de Dezembro reforçou a legitimidade de Puigdemont para continuar a luta pela independência, aproveitando a prisão de membros importantes, como Oriol Junqueras. O protagonista será sempre o líder catalão que conseguiu ir mais longe no processo de independência, mesmo depois de ter fugido. Os eleitores não o penalizaram pela falta de coragem em enfrentar as autoridades espanholas.
A pouca abertura demonstrada por Mariano Rajoy também é um factor que une os partidos independentistas e os que são contra o primeiro-ministro espanhol. Caso o governo continue a recusar o diálogo, mesmo com Arrimadas no poder, pode ser o primeiro passo para novas eleições gerais em Espanha porque o Ciudadanos deixará de suportar o executivo minoritário no parlamento.
A maior fatia de responsabilidade está na forma como Rajoy encara o novo líder catalão, independentemente de defender as ideias independentistas.

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