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segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

O discurso bacoco contra o centralismo lisboeta

Os problemas decorrentes dos regionalismos não são muito fortes em Portugal, como acontece noutros locais, sobretudo em Espanha onde os bascos e catalães lutam pela independência. 

A rivalidade norte-sul costuma ser utilizada nos meios desportivos, tendo sido uma causa ganha pelo actual presidente do FC Porto durante vários anos. Na política e noutras áreas não existem grandes problemas relacionados com os regionalismos. 

As ideias defendidas por Rui Rio sobre a sede da Google revelam falta de contacto com a realidade. No país nunca existiram movimentos deste género que lutam contra o centralismo de Lisboa. As principais sedes das empresas estão na capital, com presença excessiva no centro, embora haja algumas que estão a mudar-se para outras zonas. Contudo, há várias delegações presentes noutras cidades como o Porto, Coimbra, Faro, Leiria. 

O discurso contra o favorecimento da economia lisboeta não tem expressão porque existe equilíbrio em todo o território. A descentralização é um aspecto positivo, mas também não se pode exagerar ao ponto de questionar a vontade de uma empresa privada se instalar em Lisboa. 

O território de Portugal também não permite que hajam assimetrias suficientes para causar alarme social ou nascer um movimento contra os poderes da capital. Cada cidade aproveita as melhores potencialidades geográficas para crescer, como sucede em Coimbra com os pólos universitários e a aposta no Turismo nas localidades algarvias. 

A batalha contra o centralismo lisboeta retomado pelo líder do PSD será uma causa perdida.

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