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quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Marcelo melhor no segundo ano de mandato

O segundo ano do mandato de Marcelo Rebelo de Sousa como Presidente da República foi bem melhor que o primeiro. 

O comportamento no problema dos incêndios colocaram-no no topo dos políticos portugueses que mais se preocuparam com as pessoas, ao ponto de ser o único que não fez um aproveitamento político da situação.

A popularidade registada advém da forma como exageradamente aparece nos meios de comunicação social, mas também por causa da vontade genuína em ajudar. O circo montado em torno da sua presença nem sempre é positivo, embora haja alguma verdade na intenção. Nenhum político conseguiu imitar os afectos presidenciais, apesar de várias tentativas. 

A resposta à tragédia dos incêndios também deve ser destacada no plano político. A pressão de Marcelo sobre o governo resultou na queda da Ministra da Administração Interna. O discurso presidencial naquela situação foi dos melhores que se assistiu durante dois anos. 

O mandato não tem sido marcado por grandes problemas políticos porque a maioria parlamentar vai funcionar até 2019. O problema pode ser depois caso nenhum partido conquiste a maioria absoluta como tem sido regra desde 2009. 

Nessa altura  as candidaturas presidenciais estarão praticamente preparadas, sendo que, Marcelo confirmou o anúncio de uma decisão para o Verão de 2020. O chefe do Estado pode decidir a composição do novo executivo em função de uma reeleição. O bloco central parece ser a vontade presidencial, mas nenhum líder partidário tem noção que a realidade portuguesa no futuro será igual à de muitos paises na Europa.

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