A eleição de Rui Rio como líder do PSD não representa uma mudança. Na campanha notou-se algumas semelhanças com Passos Coelho, sobretudo no plano económico. A promessa de apresentar uma alternativa será curta porque não é fácil criar uma solução diferente do governo neste clima favorável.
O antigo autarca do Porto lutou pela oportunidade que tanto reclamava desde a saída de funções camarárias. A conquista da liderança resulta de um trabalho iniciado há um ano.
Num curto espaço de tempo precisa de provar que merece a confiança dos militantes. As conclusões serão tiradas no final do ano tendo em conta que em 2019 existem eleições europeias e legislativas. Rio não terá um acto eleitoral antes das eleições gerais para testar a liderança, pelo que, a capacidade de levar o PSD à vitória no início de 2019 será decisivo na mobilização dos eleitores.
Na eventualidade dos sociais-democratas concorrerem às eleições num clima de critica constante prejudica o trabalho do autarca porque os aliados rapidamente se transformam em adversários.
A liderança de Rui Rio recorda-me a fraca presidência de Manuela Ferreira Leite, outro mito que rapidamente caiu na realidade. São figuras que sempre contribuiram positivamente para o PSD, mas sem capacidade de mobilizarem os militantes e os eleitores. Os dois sempre estiveram à espera das condições ideais para se chegarem à frente, contando sempre com apoios da máquina.

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