segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Fire and Tear

O recente livro de Michael Wolff, "Fire and Fury", que retrata os bastidores da Casa Branca durante o primeiro mandato da administração Trump deveria ser "Fire and Tear" porque as duas marcas principais foram os despedimentos na equipa pessoal e no governo, além de ter rasgado inúmeros acordos que são importantes para o desenvolvimento do planeta. 

As fotografias que passam nos órgãos de comunicação social recordam o número de pessoas despedidas ao longo de 365 dias, sendo que, algumas eram amigos pessoais que levaram Trump à vitória nas presidenciais. Steve Bannon foi um conselheiro importante e agora é um dos maiores inimigos. O presidente pode ter aberto as portas da politica para Bannon. No executivo também já se mudaram os colaboradores mais relevantes, faltando apenas o vice-presidente. Contudo, Mike Pence já esteve na corda bamba, bem como Rex Tillerson. 

A maioria dos colaboradores não optou por sair de livre vontade, preferindo que o presidente exercesse a autoridade. As críticas atingem o líder norte-americano pela forma como os processos são realizados. 

O fim de acordos globais conquistados pela diplomacia de Obama também são trazidos à memória com alguma frequência. A política isolacionista tem consequências nos próximos anos como recordou António Guterres numa entrevista recente. 

A obra não pode ser editada com novos factos porque já foram todos despedidos e não há mais acordos para rasgar.

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