quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Discurso demasiado nacionalista e eleitoralista

No primeiro discurso do Estado da União o presidente norte-americano preferiu destacar os resultados económicos. Em ano de eleições intercalares, nada melhor do que apresentar bons números no início do ano, sobretudo em zonas mais afectadas pelo desemprego e onde ganhou votos. 

O estilo populista ou nacionalista de Trump continua a ser a principal marca nos grandes discursos nacionais. O apelo ao orgulho americano cai bem junto do eleitorado, mas não tem grande efeito nas instituições políticas, além de preocupar os restantes actores internacionais. Trump disparou várias setas para o resto do Mundo, avisando que coloca sempre em primeiro lugar os interesses norte-americanos. 

Neste momento, o mais importante passa por assegurar a maioria na Câmara dos Representantes e no Senado para impor as medidas que marcarão a presidência. Os planos da imigração foram descritos em quatro passos, tendo merecido aplausos nos republicanos e contestação dos democratas, no único momento em que se ouviram apupos na sala. 

As dificuldades de Trump em conseguir o apoio do partido e das instituições para efectuar reformas que são bastante impopulares, exigem a necessidade de suporte popular, pelo que, não se pode estranhar o excesso de heróis desconhecidos mencionados no discurso e ovacionados pelos congressistas. O presidente pretende aprovação das pessoas comuns para justificar as propostas que necessitam de carimbo político. 

Parece que o objectivo do presidente passa por ser reeleito em 2020 também com o voto popular, o que não aconteceu há dois anos.

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