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sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Candidatos com muitos telhados de vidro

O passado marcou o debate entre os dois candidatos à liderança do PSD. Um mau começo de Santana Lopes e Rui Rio, que dificilmente se distinguem pelas propostas económicas e sociais, embora o confronto tivesse sido dominado por assuntos que podem interessar mais aos militantes e pouco aos portugueses. 

No assunto mais discutido, Santana Lopes encostou Rio à parede por o ter confrontado com afirmações do passado, pedindo justificações sobre as eventuais trapalhadas que cometeu durante primeiro-ministro. No início da campanha, ficou a sensação que Rui Rio não tinha qualquer passado incómodo que o pudesse afectar, mas o adversário fez questão de puxar pela memória. 

Neste aspecto nenhum tem mais telhados de vidro do que o outro. Contudo, o antigo presidente da Câmara Municipal do Porto fechou o debate insistindo na mesma tecla, pelo que, poderá ser o principal e único argumento de distinção face ao adversário. No plano económico não tem mais ideias do que o habitual num candidato social-democrata. 

Os concorrentes tiveram dificuldades em explicar o que fariam diferente do executivo neste ambiente económico favorável, concordando com a redução do IRC nas empresas. Nem conseguirem ser muito diferentes da liderança de Passos Coelho. 

Os debates televisivos são cada vez mais inúteis, sendo mais importante o contacto directo com os militantes, como Rio e Santana Lopes estão a fazer desde o início.

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