Etiquetas

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

A tarefa do novo presidente do PSD

A tarefa do novo presidente social-democrata não será fácil tendo em conta os bons números económicos apresentados pelo governo, que deverão ser reforçados até final da legislatura. O aproveitamento político de uma eventual cisão entre a gerigonça também não vai ser possivel porque nenhum dos partidos pretende criar uma crise.

O próximo líder do PSD tem de apresentar melhores propostas que o executivo, sobretudo no plano económico. A receita de Passos Coelho em dois anos na oposição falhou, pelo que, mais discursos pessimistas serão rejeitados. O sucesso da liderança passa por aplaudir medidas do governo que levem o país no bom caminho, o que também aconteceu algumas vezes com o actual líder social-democrata.

O papel de líder que só diz mal está reservado a Assunção Cristas. Santana Lopes ou Rui Rio terão forçosamente de efectuar um contributo positivo para o país, em vez de alinharem pela crítica destrutiva, porque nenhum deles estará no parlamento.

O tom moderado da campanha eleitoral não dá para perceber quem vai ser mais agressivo com António Costa. Os dois concorrentes parecem calmos nas críticas ao executivo, já que, também defendem pactos de regime em benefício do país. 

A influência de Marcelo Rebelo de Sousa na persuasão de pensar no país em primeiro lugar do que nos interesses partidários durante ano e meio é decisiva para criar um ambiente favorável até às próximas legislativas.

Sem comentários:

Share Button