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terça-feira, 9 de janeiro de 2018

A questão que mais intriga os militantes sociais-democratas

A corrida para a liderança do PSD pode ser resumida a uma única questão. O que farão os candidatos caso o PS vença as próximas legislativas com maioria relativa e a relação parlamentar com os socialistas neste ano e meio antes do acto eleitoral.

Os concorrentes já disseram várias coisas, mas rapidamente são apanhados em contradição em cada entrevista ou debate. Nenhum militante pretende dar a mão ao PS porque o golpe de 2015 ainda está bem fresco na memória, mas também não se entende que o PSD continue a assumir uma atitude irresponsável como foram os dois anos de Passsos Coelho na oposição em alguns assuntos.

A primeira questão é saber que tipo de oposição será o PSD nos dois anos em que poderá ser chamado a ajudar o executivo tendo em conta o mau estar com os parceiros no parlamento. Neste aspecto, Rio e Santana Lopes garantem que vão adoptar outro tipo de postura porque o partido perdeu muito com a conversa da chegada do diabo e do passado. As contradições dizem respeito ao pós-eleições.

Os dois candidatos não podem assumir uma posição sem saber o resultado, pelo que, qualquer palavra corre o risco de ser alterada. Numa entrevista, Rui  Rio esteve bem ao dizer que ter a mesma atitude de António Costa em 2015 é dar argumentos para a criação de uma nova geringonça, embora o PCP esteja completamente fora de nova aventura porque não será necessário repor rendimentos. No entanto, o BE deverá ser um aliado dos socialistas. 

No passado, o PSD viabilizou inúmeros governos minoritários do PS, não sendo previsível que mude de atitude. A não ser que haja uma vingança política por aquilo que se passou em 2015, mas a nova direcção, com Rio ou Santana, não deverá optar pela mesma via porque também existe a influência presidencial. Marcelo Rebelo de Sousa é o primeiro a rejeitar uma situação dessas.

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