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segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Rio ganhou na apresentação da candidatura

O duelo entre Pedro Santana Lopes e Rui Rio para a liderança do PSD já começou. Os dois candidatos apresentaram as candidaturas com pompa e circunstância, mas sem grandes exageros que costumam marcar estes momentos.

Nenhum escolheu uma das duas principais cidades para os certames, optando por Aveiro e Santarém, numa tentativa de conquistar os militantes. O discurso de Santana Lopes demorou quase uma hora, mas foi mais empolgante porque não se limitou a olhar para o papel. O improviso é uma arma cada vez mais importante para ganhar a atenção das pessoas.

Apesar do antigo primeiro-ministro ter tido oportunidade de atacar Rui Rio com mais vemência, já que, se tratou de respostas, o ex-autarca do Porto colocou algumas palavras bonitas que as pessoas ainda gostam de ouvir, embora sejam chavões que ninguém acredita, como é a problemática da ética na política. Rui Rio também ganha pontos por ter feito uma referência a Pedro Passos Coelho no início. 

Os dois criticaram a frente de esquerda que governa o país, mas Rio especificou onde queria colocar o PSD em termos ideológicos. Santana Lopes deveria ter sido mais claro na posição do partido, mesmo apresentando algumas propostas como a intervenção do Estado na educação, saúde e segurança. O problema é que isso não esclarece o papel do partido na economia, no apoio aos jovens e na importância de Portugal na União Europeia.

O principal erro de Santana Lopes foi o desafio ao adversário para um pacto de não agressão sobre o passado. Rio não vai cumprir porque é o principal trunfo que tem contra o antigo chefe do governo. Santana Lopes não pode fugir do assunto, mas tem capacidade para se defender dos argumentos.

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