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quarta-feira, 18 de outubro de 2017

PSD reage melhor à tragédia dos incêndios

O arremesso político em situações de tragédia é a pior arma que um partido pode utilizar. A moção de censura do CDS é mais um sinal que o portismo continua a vigorar no Largo do Caldas, embora o rosto seja diferente. A fragilização do governo até poderia ser grande caso a ministra se mantivesse no cargo, mas Marcelo Rebelo de Sousa estragou os planos de Assunção Cristas e o resultado político da moção será nula, sendo que, nas próximas legislativas haverá uma penalização para os centristas.

A ambição desmedida e irrealista de Cristas por causa do resultado das autárquicas dificilmente será compensada no próximo acto eleitoral.

A intervenção do Presidente da República é a única que teve em consideração os problemas das pessoas e colocou o dedo na ferida.

As forças políticas portuguesas mostram pouco bom senso em alturas de tragédia. Os partidos de esquerda também costumam ter a mesma reacção dos centristas sempre que a direita se encontra no poder. A posição do PSD é equilibrada e inteligente. Toca nos pontos mais sensíveis de forma racional e aproveita a moção do CDS para se ilibar de qualquer responsabilidade política em caso de derrota, até porque, dentro de pouco tempo haverá mudança de liderança. 

A fragilidade do governo é temporária e resume-se apenas à substituição. À incompetência da Ministra da Administração Interna juntou-se declarações que nem os jogadores de futebol proferem em alturas menos boas da temporada.

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