segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Os candidatos ficaram todos em casa

A sucessão de Passos Coelho prometia ser mais animada, mas o recuo de alguns militantes coloca o partido nas mãos de Rui Rio.

O argumento que António Costa vai conquistar a maioria absoluta em 2019 influenciou a maioria das candidaturas fortes como Paulo Rangel e Luís Montenegro. A explicação é aceitável tendo em conta que existe pouco tempo para preparar uma alternativa, sendo que, com o país a crescer economicamente não haverá espaço para apresentar propostas que são melhores. 

O único que avança é Rui Rio, sabendo que tem a liderança à mercê, mas as dificuldades para derrotar António Costa são muitas porque não há confronto no parlamento, o que possibilita ao primeiro-ministro marcar a agenda e o duelo com o principal líder da oposição.

Tendo em conta o número de críticas à liderança de Passos Coelho esperava-se mais candidaturas, só que não são muitos aqueles com capacidade para fazer melhor. O espaço conquistado pelo PS deixa os restantes partidos sem margem de manobra, sendo que, o apoio de Marcelo Rebelo de Sousa também é um factor importante para a manutenção de Costa como primeiro-ministro. 

As principais figuras social-democratas funcionam muito em função do timing para chegarem ao poder, arriscando pouco porque os interesses individuais estão acima dos pressupostos colectivos. O tacticismo de alguns pode ser prejudicial caso o antigo autarca do Porto consiga efectuar mudanças no partido.

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