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quinta-feira, 19 de outubro de 2017

O poder do Presidente aumentou

A forte mensagem de Marcelo Rebelo de Sousa depois dos incêndios originou a queda da Ministra da Adminstração Interna.

Não é muito comum um Presidente da República ditar o afastamento de um membro do governo publicamente e de forma tão dura como sucedeu no início da semana. 

A influência presidencial sobre o executivo começa a ser preocupante para o primeiro-ministro que pensava ter rédea solta devido à suposta amizade com o presidente. Marcelo não vai actuar em função de nenhum interesse específico, a não ser o dele próprio sempre sob a capa do melhor para o país.

O jogo de bastidores provenientes de Belém já fez duas vítimas política. A primeira foi Pedro Passos Coelho depois de Marcelo ter dito que se iniciava um novo ciclo a seguir às eleições autárquicas. A segunda chama-se Constança Urbano de Sousa, que saiu doze horas depois da mensagem presidencial. A terceira vítima pode ser Rui Rio, já que, o recente convite a Pedro Santana Lopes também significa um apoio pessoal.

Nos próximos tempos os avisos ao governo serão maiores e Costa não vai poder responder como gosta. Isto é, com indirectas públicas para Belém. Em dois anos, o líder socialista conseguiu derrubar Paulo Portas e Pedro Passos Coelho, mas dificilmente tem capacidade para eliminar o Presidente, mesmo que continue como chefe do governo na próxima eleição presidencial em 2021. 

Em pouco menos de dois anos de mandato, Marcelo Rebelo de Sousa tomou as rédeas do país.

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