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quarta-feira, 13 de setembro de 2017

União Europeia ainda sem discurso igual para todos

Os discursos de Juncker são sempre motivo de análise profunda porque transmitem várias mensagens ambíguas. O último relacionado com o Estado da União Europeia não foge à habitual regra de apelar a mais união e democracia, mas também conta com várias indirectas aos prevaricadores. 

A principal ideia é que não há união para os países que quebram as regras fundamentais da democracia, Estado de Direito e respeito pelos princípios europeus.

Não é possível num discurso incluir todos os Estados-Membros no mesmo barco e depois escolher alguns para sobreviverem a um naufrágio. Os países que estiveram com a Alemanha e o establishment europeu vão ser beneficiados, enquanto os outros correm o risco de discriminação. 

A União Europeia é uma ideia onde todos devem cumprir as mesmas obrigações e beneficiarem dos mesmos direitos. Os discursos normalmente proferidos pelos responsáveis europeus têm quase sempre uma indirecta para as diferentes abordagens internas, em particular no leste da Europa.

Neste aspecto, o clube europeu aproxima-se cada vez mais de uma federação política, já que, a nível constitucional será complicado tornar tudo igual. 

A crescente vontade de incluir os países dos Balcãs na União Europeia, bem como convidar a Roménia, Bulgária e a Croácia para pertencerem ao espaço Schengen pode ser mais uma precipitação, mas é mais um passo rumo à criação da Federação Europeia.

Por fim, nota-se que a ambição de estabelecer acordos comerciais com as maiores potências mundiais é uma forma de concorrer com o Reino Unido, embora seja demasiado tarde para a União Europeia alcance benefícios.

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