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segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Theresa May continua encurralada

O mandato de Theresa May continua instável devido às constantes agitações dentro do Partido Conservador, em particular no grupo parlamentar. A crise política que Jeremy Corbyn teve de lidar durante vários meses transferiu-se para a outra bancada da Câmara dos Comuns.

Nos próximos anos, a primeira-ministra terá que defender os interesses do Reino Unido junto da União Europeia, mas também contar com os focos de contestação internos, além de se preocupar com os bons resultados eleitorais do Partido Trabalhista. 

Os problemas podem ser controlados com algumas cedências aos defensores de uma saída forte do Reino Unido da União Europeia, mas sempre que o fizer corre o risco de perder popularidade porque a oposição ganhou bastantes votos nas últimas eleições em matérias relacionadas com o Brexit como a imigração e o mercado único.

A forma como Theresa May assegurou que iria continuar no cargo até final do mandato revela alguma insegurança. A primeira-ministra deveria ter dito no parlamento em vez de originar reacções através da comunicação social. A declaração na Câmara dos Comuns tinha sempre mais força e impacto junto da oposição interna e externa do que uma pequena entrevista facilmente contrariada.

Os sinais de instabilidade demonstrados depois das eleições são preocupantes, tendo em conta que os dois últimos governos conservadores sempre se pautaram por firmeza na liderança, mesmo em coligação com os Liberais-Democratas entre 2010 e 2015. Theresa May não tem confiança na actual parceria parlamentar com o DUP ou prepara nova estratégia para conquistar a maioria absoluta.

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