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quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Os pontos principais das autárquicas

As próximas eleições autárquicas correm o risco de serem as mais desinteressantes sob todos os pontos de vista. 

A participação eleitoral deve ser muito baixa, podendo a abstenção atingir os níveis registados nas últimas presidenciais. Tendo em conta que não se trata do fim de ciclo para muitos autarcas, a inevitável reeleição vai permitir a muitas pessoas ficarem em casa. 

No plano mediático também existe pouco interesse porque não há lutas renhidas, sobretudo nas grandes cidades. Em Lisboa e Porto não vão existir modificações, sendo que, aumenta a probabilidade de vitórias esmagadoras de Fernando Medina e Rui Moreira. Os adversários dos actuais presidentes de Câmara não têm qualidade, como se verifica em Lisboa, também por causa do jogo de cadeiras. Isto é, nem todos concorrem com o objectivo de servir a capital. 

Infelizmente as autárquicas servem para aferir a popularidade de algumas candidaturas e a fuga de responsáveis camarários durante o mandato para outros poleiros também não ajuda às populações acreditarem nas propostas. 

Apesar dos pontos negativos, existem duas situações que chamam a atenção.

A primeira está relacionada com o regresso dos chamados dinossauros em Gondomar e Oeiras. Valentim Loureiro e Isaltino Morais voltam às batalhas políticas depois de alguns anos a descansarem. A tarefa de recuperar a popularidade não é fácil porque não contam com apoios partidários.

O segundo ponto de interesse diz respeito ao day after. A provável derrota do PSD vai originar um ataque à cadeira ocupada por Pedro Passos Coelho. As candidaturas à liderança vão ser anunciadas com pompa e circunstância e com o suporte moral do PS e do Presidente da República. 

1 comentário:

João Menéres disse...

No Porto, o PSD vai ser humilhado.
E é bem feito !

O Manuel Pizarro tem algumas chances de cativar votos laranjas por culpa do candidato que o PSD escolheu.
Não há maneira da lição ser aprendida...

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