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terça-feira, 19 de setembro de 2017

Ano 2013: Passos Coelho foi o único saiu da crise com dignidade

O governo liderado por Passo Coelho praticamente se desfez em apenas dois meses. 

O primeiro a bater com a porta foi o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, que mostrou cansaço no cargo, mas também pelo rumo da politica económica. O primeiro-ministro rapidamente encontrou em Maria Luís Albuquerque a confiança necessária para prosseguir as metas exigidas por Bruxelas.

O CDS-PP não gostou, além de pretender mais influência na governação, pelo que, Portas também se demitiu proferindo uma frase que ficou na história da política portuguesa.O objectivo do líder centrista passava por ser o número 2 do executivo. 

As decisões quase levaram Passos Coelho a demitir-se, mas o chefe do governo agiu como líder, já que, não aceitou os factores que o poderiam levar a se entregar, embora tivesse dado a vice-liderança do governo a Portas. No entanto, Maria Luís Albuquerque chegou mesmo a Ministra das Finanças.

A crise desgastou a imagem do governo, embora a fraca oposição de António José Seguro tivesse evitado que Cavaco Silva optasse pela demissão do executivo. Passos Coelho comportou-se com dignidade porque não caiu na rasteirada dos centrista, mesmo que no fim tivesse cedido a Portas. Não tinha alternativa porque o CDS abandonava a coligação.

O que fica na memória é o "irrevogável" de Paulo Portas, em mais um mau episódio de como funciona a política. 

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