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quarta-feira, 26 de julho de 2017

Ano 2012: Crise no jornalismo

Os primeiros despedimentos no Público deram início à crise do jornalismo que se estendeu ao Diário de Notícias em 2013 e ao jornal i e semanário Sol no final de 2015.

A queda nas vendas dos jornais e os cortes na publicidade originou um massivo corte em muitas redacções, mas também atingiu a televisão e a rádio. A chegada do digital obrigou a mudanças profundas, começando com a inevitável reestruturação das empresas.

Nos últimos cinco anos houve uma enorme crise no sector do jornalismo porque muitos donos deixaram de investir nos jornais porque não tinham viabilidade financeira nem poder de influência. A qualidade também é outro aspecto que esteve na origem da sangria na redução de pessoal. 

O jornalismo em Portugal também atravessa um deserto de ideias, de temas interessantes para a opinião pública, mas sobretudo capacidade para informar. As redes sociais destruíram alguns postos de trabalho e tiveram responsabilidade na degradação de como se procura uma notícia. A vantagem de chegar a mais pessoas não foi devidamente compensada com lucros. 

A seca ainda vai durar algum tempo, mas parece que o futuro será melhor no plano financeiro e credibilidade. A vontade de se criarem novos projectos com qualidade é um sinal bastante positivo.

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