Etiquetas

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Trump seguiu o exemplo das grandes potências

A saída dos Estados Unidos do acordo de Paris para combater as alterações climáticas não é apenas um acto político contra o documento. As justificações de Trump vão ser bem aceites pelos norte-americanos, mas o resto do Mundo, sobretudo a Europa, têm razões sentirem preocupações porque se trata de mais um abandono depois de ter rasgado o TTP e pensar em alterações ao NAFTA. 

O presidente norte-americano deu um sinal importante que não cede aos interesses globais nem às ameaças constantes contra o aparente isolamento dos Estados Unidos se terminar a cooperação com a comunidade internacional em algumas matérias. Trump não está a revogar as medidas de Obama, mas reverter algumas benesses concedidas pela anterior administração. 

O passo dado por Trump também vai ser seguido pelas outras grandes potências, que ainda revogaram o acordo. Apenas os países pequenos, como Portugal, se apressaram a cumprir as ordens provenientes dos poderosos. 

O discurso proferido na Casa Branca segue a mesma linha de pensamento da recente cimeira da NATO, onde choveram críticas aos maiores países europeus por causa da falta de contribuição financeira. 

Não se pode condenar a tentativa de Trump proteger a população norte-americana em vez de ficar na linha da frente na resolução dos problemas do planeta. O problema é que noutras matérias, como o combate ao terrorismo, a participação de Washington é fundamental. 

Na verdade, a questão climática não está no topo das prioridades das grandes potências. Há décadas que se tenta chegar a um entendimento, mas ninguém se preocupa com as pequenas ilhas do Pacífico que correm o risco de desaparecer daqui a cinquenta anos. Neste aspecto, os Estados Unidos não podem ser apontados novamente como o grande culpado. 

Sem comentários:

Share Button