segunda-feira, 5 de junho de 2017

Saída pela porta pequena e com a justiça à perna

Nos últimos anos o país assistiu a várias operações judiciais envolvendo pessoas sonantes do meio político, económico e financeiro.

O caso que mexeu mais com as pessoas esteve relacionado com a Operações Marquês onde o primeiro-ministro José Sócrates foi constituído arguido, estando à espera da acusação. O poder judicial chegou ao topo de uma pirâmide difícil de alcançar, já que, sempre se falou numa justiça pobre e outra para ricos. 

A maior parte dos processos judiciais envolve corrupção, pelo que, existe um padrão semelhante em todos as situações que começam a surgir. Os nomes de Ricardo Salgado, Oliveira e Costa e António Mexia estão ligados a casos de corrupção em grandes empresas privadas, embora também haja ligações ao poder público. 

Não se pode falar num problema semelhante ao do Brasil, porque o que se passa em Portugal com a utilização de crimes graves para manutenção do poder em empresas privadas, mas sempre a piscar o olho aos interesses públicos com o objectivo de arranjar um lugar na administração do Estado. 

Os grandes empresários começam a perder poder de influência, mas saem pela porta pequena e com a justiça à perna. 

1 comentário:

Rita Oliveira disse...

Falta investigar O Ferreira do Amaral que iniciou esta pratica, como Ministro da Obras Publicas de Anibal Cavaco Silva iniciou as PPP e quando saiu do Governo foi para Administrador da concessionária e ainda lá continua com exclusividade na travessia do Tejo (contracto leonino).

Share Button