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sexta-feira, 16 de junho de 2017

O poder total de Macron

Os resultados eleitorais alcançados por Emmanuel Macron em apenas seis meses prometem uma mudança positiva na política europeia. Não se espera o surgimento de mais forças anti-sistema como aconteceu recentemente, mas irão nascer mais movimentos com vontade de criar novas ideias, em particular plataformas de debate. 

O novo Presidente francês aproveitou um vazio de ideias no país e na Europa para conquistar o eleitorado nacional, mas em breve também vai conquistar os restantes europeus. 

O que importa analisar são as vitórias eleitorais em França, terminando com o bipartidarismo entre Republicanos e Socialistas, além de acabar com o receio da Frente Nacional. Daqui a quatro anos o discurso de Marine Le Pen tem de ser outro porque as circunstâncias serão diferentes. 

O mapa político-partidário deixou de pertencer a dois partidos para passar a ser apenas de um. Tendo em conta que os dois partidos tradicionais estavam em crise esperava-se uma dispersão dos votos. O mau momento de forma dos Republicanos e Socialistas traduziu-se no poder absoluto do partido de Macron. De repente todos ficaram sem espaço no parlamento e no Eliseu. 

O poder de Macron não é absoluto, embora tenha total controlo sobre as instituições devido à maioria. 

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