As revoluções políticas e sociais que tiveram início durante o ano de 2011 são responsáveis pela onda de terrorismo que o mundo vive actualmente.
O Ocidente aplaudiu com bastante força as quedas de Hosni Mubarak, Muammar Gaddafi e Ben Ali, além de ter assistido à redução do poder de Bashar al-Assad. Os tiranos sempre olhados com desconfiança pelas potências ocidentais, com os Estados Unidos à cabeça, estavam a perder poder e a democracia iria ser pacificamente instalada naquelas regiões. Puro engano.
Após seis anos de intensos combates entre forças do governo e grupos opositores a conclusão é que tudo devia ter ficado como estava. As constantes trocas no poder, sobretudo no Egipto trouxeram instabilidade na região e no mundo.
O único caso de sucesso na região acabou por ser a Tunísia, já que, a Líbia e a Síria resultaram em guerras civis com ou sem a manutenção dos ditadores no poder. No Egipto a Irmandade Muçulmana chegou ao poder, mas os generais conseguiram recuperar o país, embora também se desconfie do uso da força por parte de Al-Sisi.
O Ocidente manifestou satisfação pela queda dos ditadores, mas agora não sabe responder ao domínio territorial dos grupos terroristas, que pretendem subverter a ordem ocidental, principalmente na Europa.
O mais provável é a divisão de países como a Síria, Yemen e a Líbia, o que dará para os grupos terroristas terem poder, embora sempre controlado pelos maiores exércitos.
A culpa do actual clima de guerra na região não é do Ocidente, mas os apoios contra determinados regimes deu errado.

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