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terça-feira, 20 de junho de 2017

Ano 2011: A demissão de José Sócrates

O primeiro facto político que originou as eleições antecipadas foi a demissão de José Sócrates.
O primeiro-ministro elaborou o PEC 4 para evitar pedir um resgate financeiro, mas nenhum dos partidos na Assembleia da República aceitou as medidas. Os partidos da esquerda e o CDS recusaram liminarmente ficar ao lado do governo em mais uma tentativa de fuga para a frente com duras medidas de austeridade. 

O PSD tinha sido o único partido que deu a mão ao executivo nos anteriores PEC´S. O problema é que Passos Coelho não se mostrou disponível para ajudar Sócrates.

No final da votação do diploma, Sócrates já estava a caminho de Belém para pedir a demissão a Cavaco Silva. O Presidente da República aceitou o pedido. 

O discurso de vítima não resultou nas eleições legislativas realizadas em Junho. A derrota de Sócrates deve-se ao pedido de resgate que o governo teve de realizar junto das instituições financeiras internacionais. O chumbo do PEC 4 foi apenas uma justificação para a demissão. Sócrates planeava culpar a oposição pela instabilidade política e tentar alcançar mais uma maioria absoluta, só que não contava com a chamada da troika. 

As jogadas políticas sempre foram o principal objectivo de Sócrates. Após ter falhado a conquista da maioria absoluta em 2011, não havia condições para a legislatura acabar porque não existiu qualquer compromisso do primeiro-ministro perante o novo quadro parlamentar. O PS abusou do apoio que o PSD deu nalguns PECS. 

As tentativas frustradas de Sócrates alcançar a maioria absoluta é algo que pode estar na cabeça de António Costa. O actual líder socialista também tem as mesmas artimanhas, como se viu, para chegar ao poder. O problema é que Costa ainda não ganhou eleições.

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