O PSD venceu as eleições legislativas de 2011, mas sem maioria absoluta. Apesar das trapalhadas de José Sócrates, o novo líder social-democrata não conseguiu conquistar deputados suficientes para liderar o pais sozinho, pelo que, seria necessário efectuar uma coligação.
O parceiro habitual dos sociais-democratas no governo sempre foi o CDS-PP. Paulo Portas voltava ao executivo depois de ter estado entre 2001 e 2004 com Durão Barroso e Pedro Santana Lopes. O único rosto que se manteve na política portuguesa seria o de Portas.
O CDS conseguiu a marca histórica de 24 deputados. O PSD venceu com 38%, mais dez que o PS. Os comunistas conquistaram 7% e o Bloco de Esquerda ficou na última posição com 5% e apenas oito deputados.
O entendimento entre os dois partidos acabou por ser natural porque o país precisava de um governo estável para enfrentar as dificuldades impostas pela troika. O presidente da República ainda tentou alcançar um consenso entre os partidos do arco da governação devido aos problemas financeiros, mas apenas PSD e CDS se uniram, mesmo que o Memorando de Entendimento também tivesse a assinatura dos socialistas, que escolheram António José Seguro como sucessor de José Sócrates.
O governo PSD-CDS cumpriu a legislatura, mesmo tendo enfrentado a pior crise financeira da história do país. Os portugueses renovaram a confiança na coligação, apesar de não ter tido maioria absoluta, mas o primeiro lugar nas legislativas de 2015 merecia uma oportunidade para continuar o trajecto de crescimento.

1 comentário:
O povo não aprende...
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