quinta-feira, 29 de junho de 2017

A última oportunidade para construir unidade na União Europeia

A saída do Reino Unido da União Europeia abre um novo capítulo na história da entidade supra-nacional. A correlação de poderes perde uma potência com capacidade para bloquear as intenções do eixo franco-alemão.

O futuro do clube europeu sem os britânicos já está a ser preparado pelas duas forças habituais, embora haja esperança numa União Europeia mais democrática com a eleição de Emmanuel Macron. Os alemães também falam mais em legitimidade democrática do que aconteceu nos últimos vinte anos. As duas principais potências económicas e políticas do continente podem iniciar o processo de reformas, mas o debate tem que incluir todos os países, sob pena de haver uma nova revolta que coloque definitivamente tudo em causa.

A capacidade dos países do leste europeu, a intenção de abrir o processo de alargamento a outros actores, como a Sérvia, e recuperação económica de Espanha são factores que a França e a Alemanha não podem ignorar. Apesar do poder dos dois países, haverão outros com capacidade para influenciar os destinos das políticas europeias porque os problemas não afectam apenas o centro da Europa, mas também o leste. 

A França e a Alemanha têm de mostrar abertura e vontade de fazerem parte de um grupo unido, em vez de recolherem benefícios dos restantes intervenientes internacionais por se encontrarem numa posição de liderança dentro da União Europeia. 

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