quinta-feira, 8 de junho de 2017

A escolha de um líder para enfrentar a União Europeia

Os britânicos voltam às urnas, dois anos depois das últimas legislativas e um após o referendo sobre a manutenção do Reino Unido na União Europeia.

Nos últimos anos houve várias mudanças que proporcionaram o actual ambiente político. As alterações nos partidos políticos trouxeram novas abordagens e filosofias. Num ápice, Nigel Farage deixou de ser uma figura proeminente do UKIP e o Partido Trabalhista continua sem acertar na liderança. Os conservadores reforçam o poder graças ao trabalho de David Cameron. 

O Reino Unido não pode continuar neste sobressalto político se pretender ter sucesso nas negociações com a União Europeia. Nunca haverá união entre todos, mas é fundamental que haja uma liderança forte e coesa para fazer face ao poder em Bruxelas na hora de dizer adeus porque os dirigentes europeus não querem facilitar a vida aos britânicos. 

O que está em causa nestas eleições não é a eleição de um líder que efectue reformas internas na economia e nos sectores sociais porque o trabalho já está feito graças aos governos Cameron desde 2010. Neste momento, será preciso alguém que defenda os interesses do país junto de Bruxelas. 

Por estas razões, faz sentido realizar um acto eleitoral antes de 2020, independentemente dos números das sondagens beneficiarem Theresa May. Desta vez, os britânicos vão eleger o representante do Reino Unido no confronto com a União Europeia e não um governo, pelo que, a líder dos conservadores ganha vantagem sobre Corbyn, mesmo que os recentes atentados possam dar o poder dos trabalhistas terminarem com os bombardeamentos aéreos na Síria. 

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