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terça-feira, 9 de maio de 2017

Os perdedores nunca assumem as derrotas

A declaração de Jeremy Corbyn relativamente à continuidade na liderança do Partido Trabalhista mesmo em caso de derrota é semelhante à atitude demonstrada por António Costa após a derrota eleitoral nas legislativas em 2015.

O posicionamento do líder trabalhista enfraquece o partido antes do acto eleitoral porque os eleitores sabem que tudo continua na mesma. O voto em Corbyn é um risco se assume que pretende continuar agarrado ao poder. Normalmente os perdedores responsabilizam-se pela derrota, mas Corbyn já definiu um culpado se os conservadores confirmarem a maioria absoluta. 

No plano interno também existem consequências. Alguns candidatos podem trabalhar menos, ou mesmo retirarem-se da corrida, sabendo que não haverá alterações na liderança. Os concorrentes não pretendem assumir sozinhos as culpas de uma eventual derrota. 

No dia do tiro de partido da campanha trabalhista, Corbyn tenta acalmar os detractores, mas só vai arranjar mais inimigos internos, já que, uma das grandes discussões da campanha será as condições para a manutenção da actual liderança, sendo que, o tema desvia as atenções do confronto com os conservadores. 

Em caso de derrota, as forças trabalhistas anti-Corbyn irão pedir a cabeça do líder logo a seguir à divulgação dos resultados, pelo que, é provável que haja novas eleições em Setembro.

O líder trabalhista não é um bom política, faltando competência, carisma e plano estratégico. 

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