quarta-feira, 24 de maio de 2017

Invulgar contestação social ao governo

O número de greves que o governo socialista teve de enfrentar não é normal, tendo em conta o apoio parlamentar do PCP. 

As manifestações ainda não são muitas, mas as greves são a mais gravosa forma de luta contra as medidas de qualquer executivo. Os sindicatos ultrapassaram os protestos na rua para prejudicarem o funcionamento dos serviços públicos.

No espaço de um mês, função pública, juízes e professores ameaçam paralisar os serviços em nome da falta de compromisso por parte do governo relativamente a várias situações. Por um lado, cada organização pode estar a pedir demais, mas por outro, o governo também pode nem sequer cumprir o que prometeu. 

O que interessa destacar é a falta de diálogo dos socialistas, mesmo estando reféns dos comunistas e bloquistas. A atitude demonstra que o PS pretende iniciar a próxima campanha eleitoral atacando os dois partidos que permitiram governar durante a legislatura. O próximo inimigo não serão os partidos da direita, mas os dois actuais parceiros. 

O governo socialista deveria passar incólume perante a contestação social, já que, supostamente cumpriu com as propostas. 

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