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quinta-feira, 4 de maio de 2017

Bruxelas tem mais um inimigo

A declaração de Theresa May no dia em que apresentou a demissão à Rainha é um aviso forte a Bruxelas. 

À medida que os países se tornam capazes de virar as costas ao establishment europeu, nota-se uma certa vingança por parte de Bruxelas porque pretende ganhar sempre. Os dirigentes europeus convivem mal com a derrota como se viu na recente eleição de Donald Trump.

A União já perdeu o Reino Unido, mas não pode torná-lo em mais um inimigo como fez em relação a Donald Trump. Numa altura em que os Estados Unidos e o Reino Unido declararam cooperação e manter as relações comerciais, chega um novo aviso da ilha britânica. 

Os britânicos não estão interessados em continuar agarrados às exigências da União Europeia, preferindo apostar noutros mercados como o norte-americano e a Austrália. As palavras de Theresa May podem ter consequências, sobretudo na luta contra o terrorismo e no plano económico. Se Londres vier a ser a principal praça financeira da Europa e o local onde as empresas norte-americanas pretendem estabelecer as sedes vai criar problemas às maiores economias da zona euro. 

A União Europeia não pode perder as relações que tem com os Estados Unidos, em particular se Washington preferir negociar com Londres. O principal obstáculo não é Donald Trump porque qualquer Presidente continua a manter uma ligação especial com Londres. A questão está na postura dos dirigentes europeus. 

A chefe do governo tem razão nas acusações a Bruxelas sobre as interferências eleitorais, embora muito diferente do estilo russo. Numa altura em que começa a campanha eleitoral, cujo tema principal é o Brexit, a única maneira dos responsáveis europeus se fazerem ouvir é enviarem avisos e condicionar as negociações. 

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