quarta-feira, 10 de maio de 2017

Ano 2010: A estabilização total das lideranças sociais-democratas

Os sociais-democratas realizaram o quarto acto eleitoral interno em cinco anos. As mudanças de líderes ocorreram durante durante a primeira maioria absoluta do governo liderado por José Sócrates, sendo que, o PSD também obteve um mau resultado em 2009, apesar do PS ter perdido a maioria absoluta.

Nenhum dos líderes conseguiu conquistar o apoio interno. Manuela Ferreira Leite ganhou o direito de defrontar o primeiro-ministro em eleições, mas também perdeu votos. 

As eleições em 2010 trouxeram novos rostos e ideias. Os concorrentes foram Pedro Passos Coelho, que se candidatou pela segunda vez, além de Paulo Rangel e José Pedro Aguiar Branco. O debate teve momentos mais crispados, mas a realização de um congresso antes das directas trouxe mais animação e interesse ao acto eleitoral. A presença dos antigos presidentes também beneficiou o conclave social-democrata. 

A vitória coube a Pedro Passos Coelho, seguido de Paulo Rangel e Aguiar Branco. 

Um ano depois realizaram-se eleições legislativas antecipadas e o PSD regressou ao poder, embora necessitando de uma coligação com o CDS. 

A partir da primeira vitória, Passos Coelho não voltou a perder eleições no partido, tendo assegurado união, mesmo depois da saída do governo por causa do chumbo do programa do governo na Assembleia da República em 2015 pelo PS,BE e PCP. Passos Coelho construiu uma imagem de líder forte, competente, optando por um caminho mais centrado na iniciativa privada, mesmo em assuntos dominados pelo Estado. 

Desde Cavaco Silva que não se via os sociais-democratas unidos em torno de um presidente. O partido também estabilizou porque algumas figuras foram convencidas pelo trabalho de Passos Coelho, como se viu no regresso do PSD à oposição.

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