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segunda-feira, 17 de abril de 2017

Erdogan todo poderoso

As novas reformas constitucionais de Erdogan são uma resposta à tentativa de golpe de Estado de 2016. 

A maior segurança que o Presidente tem para conservar o poder é reforçá-lo através de um referendo que venceu. A Turquia transformou-se num Estado autoritário com as medidas aprovadas. 

O líder turco garantiu legitimidade interna e respeito externo. A comunidade internacional já não tem possibilidade de exigir mudanças porque a população votou favoravelmente às propostas de Erdogan. Os terroristas também devem sentir-se impelidos de atingirem a Turquia, sabendo que vão sofrer consequências. 

Num único acto, o Presidente abafa qualquer crítica à forma como dirige o país. A oposição fica sem meios humanos e financeiros, além de não ter qualquer apoio exterior. Como se viu no recente golpe de Estado, a comunidade internacional não emitiu qualquer condenação contra a tentativa de destituição de Erdogan. 

O único aspecto negativo da vitória presidencial é a possibilidade de se fechar a porta de entrada na União Europeia, mas, neste momento, o melhor é ficar fora do que estar dentro. As novas reformas colocam os turcos mais perto do Médio-Oriente do que da Europa.

A Turquia pode subir ao nível das outras grandes potências que concentram os poderes numa única personagem, como a Rússia e a China. 

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