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terça-feira, 18 de abril de 2017

Conservadores aniquilam adversários internos

A antecipação das legislativas proposta por Theresa May é uma excelente jogada política que não está relacionado apenas com a obtenção da estabilidade durante as negociações para a saída do Reino Unido da União Europeia. 

O propósito de May também passa por aniquilar os adversários internos, em particular o líder do Partido Trabalhista. Uma derrota de Jeremy Corbyn em Junho significa nova mudança de liderança nos trabalhistas e o regresso à estaca zero. Nos outros partido também existem possíveis sequelas. Os nacionalistas escoceses podem esquecer a realização de um segundo referendo sobre a independência da Escócia se obtiveram um mau resultado em Westminster. Por seu lado, o UKIP vai deixar de ser visto como um partido dos eurocépticos para abraçar causas internas, o que poderá ter consequências eleitorais. 

O mais importante para a chefe do governo passa por reforçar o poder dos conservadores, que dominam as sondagens. O triunfo absoluto garante a implementação de uma política para o país nos próximos anos, mantendo o que foi realizado desde 2010, mas sem a presença da União Europeia. 

Nos últimos dez anos, os conservadores reforçaram a votação, diminuindo a influência da oposição. Agora podem ficar mais livres de implementarem as políticas que quiserem porque não estão restringidos às ordens de Bruxelas.

A estratégia de May resultou com Margaret Thachter em 1983. Quase trinta anos depois pode voltar a ter sucesso.

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