Etiquetas

segunda-feira, 27 de março de 2017

União sem alterações profundas e com pouca força no exterior

O aniversário dos 60 anos do Tratado de Roma foi celebrado com a promessa de mais união e solidariedade entre a classe dirigente e os cidadãos europeus. 

As intenções continuam a ser as mesmas, apesar de na prática não existirem mudanças. A desconfiança gerada em torno das actuais políticas já não corre o risco de ficar sem voz porque apareceram novas forças com capacidade para "agarrar" o descontentamento das populações. 

Não acredito em mudanças nem em maior solidariedade com os actuais dirigentes. A forma como reagiram ao Brexit revela mau perder e falta de vontade de encontrar uma solução global. Talvez o resultado das eleições francesas e alemãs consigam alterar mentalidades e posturas, sendo que, a eleição de Marine Le Pen e a redução da força política de Merkel possam contribuir para alguns dirigentes saírem de cena. 

Os países com menos força também precisam de se unir mais e não actuarem sozinhos. Os blocos regionais deveriam exercer mais pressão sobre as instituições europeias porque já não se pode defender apenas um país, mas é necessário ter em conta os interesses de uma região.

Os problemas internos devem ser uma prioridade, mas também é preciso ter em conta a falta de força externa da União Europeia, agravada com a saída do Reino Unido da União Europeia. Os britânicos vão ser os principais concorrentes da União Europeia em várias matérias, tendo dado um passo à frente no reconhecimento e legitimidade de Donald Trump como Presidente dos Estados Unidos. 

O melhor contributo que se pode dar para o fortalecimento da união política, a coesão social, o crescimento económico e o progresso tecnológico dentro do espaço europeu não passa pela assinatura de mais um tratado.

Sem comentários:

Share Button