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sexta-feira, 17 de março de 2017

Uma oportunidade perdida para a justiça portuguesa

A justiça portuguesa teve uma oportunidade de ouro para voltar a se credibilizar junto da opinião pública com a Operação Marquês.

O processo judicial que envolve José Sócrates poderia ser um excelente momento para os agentes da justiça mostrarem capacidade de actuação em tempo útil e que ninguém está acima da lei. Não se trata de fazer do ex-primeiro-ministro um exemplo, mas de garantir que a justiça continua ao serviço de todos. 

Desde finais de 2014 que o país assiste a uma guerra jurídica e não só entre as duas partes. O mais engraçado é que Sócrates caminha livremente para a absolvição depois de ter estado preso preventivamente, mas se o objectivo do Ministério Público era condená-lo na praça pública conseguiu os intentos. O problema é que se o ex-chefe do governo não passa um dia na prisão parece que se tratou de uma situação encenada, alterando rapidamente a opinião da vox populi.

No plano comunicacional, Sócrates também vence todos os dias porque a mensagem que passa é de um complot jurídico e político. 

A investigação necessita de mais tempo, mas os sucessivos adiamentos são mais um motivo para o socialista fazer barulho e colocar-se no papel de vítima, como acontecia durante o exercício de primeiro-ministro. 

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