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quarta-feira, 15 de março de 2017

O primeiro teste do ano para a coesão europeia

As eleições holandesas são o primeiro teste para a coesão europeia. Durante o ano ainda haverão actos eleitorais em França, Itália e Alemanha. 

Os resultados nos Países Baixos emitirão dois sinais importantes. O primeiro é a manutenção do poder nas mãos dos partidos tradicionais, em particular dos sociais-democratas. Caso o PVdA ou o VVD não consigam uma boa votação significa a desconfiança relativamente às forças partidárias tradicionais, bem como da falta de soluções apresentadas pelo centro. O segundo sinal tem a ver com a transferência da confiança dos eleitores para partidos mais radicais. O tema tem sido debatido desde a eleição de Trump, mas parece que a Europa vai ter que se acostumar aos novos grupos.

O sentimento anti-imigração começa a ter expressão nos actos eleitorais, o que não acontecia há alguns anos. Contudo, as forças foram crescendo e ganhando popularidade por causa dos problemas que a Europa teve de enfrentar nos últimos anos. As promessas dos actuais dirigentes foram ofuscadas por acções concretas como se viu no Brexit. 

As pessoas deixaram de esperar pelo prometido, tendo a certeza que algumas alternativas serão mesmo efectivadas. 

Nos países que terão eleições, haverá aumento significativo das forças nacionalistas, sendo que, em França, Marine Le Pen poderá mesmo ganhar o acto eleitoral. 

O mais interessante será perceber se os responsáveis europeus terão uma reacção mais negativa do que o vencedor das eleições na Holanda, ao provável segundo lugar do partido liderado por Geert Wilders. 

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