segunda-feira, 13 de março de 2017

O início do Brexit

Nesta semana, o governo britânico vai accionar os mecanismos para começar a saída formal do Reino Unido da União Europeia.

Durante os meses que se seguiram ao Brexit, a primeira-ministra teve todos os ventos favoráveis. A opinião pública tem a certeza que o desejo manifestado no referendo será respeitado. Os partidos políticos, em particular os eurocépticos estão contentes com as linhas gerais porque ficam salvaguardados os interesses britânicos relativamente ao comércio livre e à imigração.

Os únicos que perderam foram David Cameron e os dirigentes europeus. O primeiro porque pretendia que o Reino Unido ficasse mais perto possível do clube europeu. Os responsáveis europeus ficam com a certeza que o Reino Unido será um concorrente em diversas matérias, nomeadamente na relação com os Estados Unidos.

Apesar de ter quase tudo a favor, Theresa May pode ter problemas a nível externo. Isto é, na forma como os restantes países europeus pretendem tratar o Reino Unido. Numa altura em que os principais líderes europeus estão de saída, o mais certo é haver uma espécie de vendetta porque as alterações que se avizinham estão ligadas ao Brexit.

No plano interno não acredito em grandes manifestações de desagrado se May cumprir as promessas. Os maus humores europeus também não devem alterar a postura da primeira-ministra. Nota-se uma vontade enorme da classe política em defender os interesses britânicos. No fundo, praticamente quase todos entendem que a melhor solução é sair do clube europeu, e, nem as ameaças provenientes da Escócia alteram o rumo definido. 

No último ano, Theresa May teve um mandato tranquilo, mas a questão europeia é o maior desafio até 2019.

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